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Preços de gás e petróleo caem na Europa após cessar-fogo no Oriente Médio

Publicada em: 08/04/2026 08:23 -

Os mercados europeus registraram queda de cerca de 20% nos preços do gás, acompanhando a redução no petróleo, em reação ao acordo temporário entre EUA e Irã.

Os preços do gás na Europa caíram cerca de 20% na abertura do mercado nesta terça-feira (7), seguindo a queda dos preços do petróleo após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã.

A expectativa é de que os preços dos combustíveis nos postos de abastecimento possam recuar em breve. No entanto, analistas alertam para questões pendentes, como o desbloqueio efetivo do Estreito de Ormuz e se o cessar-fogo levará ao fim da guerra no Oriente Médio.

Pouco depois do início das negociações às 7h (hora em Lisboa), o contrato de futuros holandês TTF, referência europeia para o gás, caiu 19,24% para 43 euros por MWh, após chegar a mais de 20% de queda, atingindo 42,5 euros.

Os preços do petróleo também despencaram após o anúncio de que EUA e Irã iniciarão negociações na sexta-feira (10) e concordaram em abrir o Estreito de Ormuz de forma imediata. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo canal, e a guerra no Oriente Médio causou o maior choque no fornecimento já registrado, afetando de 12 a 15 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

Por volta das 5h, o preço do crude West Texas Intermediate (WTI) para entrega em maio, referência norte-americana, caía 14,53% para US$ 96,54. Já o crude Brent do Mar do Norte para entrega em junho, referência global, registrou queda de 13,13% para US$ 94,92.

O movimento positivo nos mercados se estendeu além da Europa. O dólar norte-americano desvalorizou em relação às principais moedas, perdendo mais de 1% diante da libra esterlina. As bolsas asiáticas registraram forte alta, com expectativa de recuperação nas bolsas europeias.

Os investidores sinalizam que o desejo principal é a reabertura do Estreito de Ormuz. Contudo, resta saber se o canal voltará a funcionar normalmente e qual será o futuro do conflito. Além disso, os efeitos nos preços não serão imediatos. 

 

Jornal de Brasília

 

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