A diretoria do Riachuelo Futebol Clube solicitou às autoridades competentes a adoção de medidas para evitar a demolição do imóvel da entidade, localizado na Rua Frei Mariano, entre as ruas Cabral e Colombo, na região central de Corumbá.
Nesta semana, Ivalney José Fernandes de Britto, integrante da diretoria do clube, utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Corumbá para questionar a iminente demolição do prédio pela Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), no contexto da ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA).
Durante a manifestação aos vereadores, Ivalney defendeu a atuação do poder público, dos órgãos de preservação histórica, do Ministério Público e da sociedade civil em favor da preservação do imóvel.
Segundo ele, o caso demanda diálogo entre as partes e a busca por alternativas para evitar a demolição do prédio.
Na tribuna, o dirigente afirmou que a defesa do imóvel ultrapassa a preservação de uma estrutura física e envolve, segundo ele, a proteção da memória histórica, cultural e social associada ao tradicional Riachuelo Futebol Clube.
Ivalney ressaltou que o Riachuelo Futebol Clube integra a trajetória histórica de Corumbá e, ao longo de décadas, sediou atividades esportivas, culturais e sociais voltadas à comunidade.
O dirigente também questionou a forma como ocorreu a desapropriação do clube, atualmente contestada na Justiça. Na avaliação dele, o imóvel reúne valor histórico, cultural e simbólico, o que torna inadequada sua demolição em razão de interesses administrativos relacionados à ampliação da estrutura da Sanesul.
Para ele, o desenvolvimento urbano deve ocorrer em consonância com a preservação da história local e do patrimônio vinculado à identidade da cidade.
Ainda nesse contexto, Ivalney defendeu a realização imediata de estudos técnicos com vistas ao tombamento histórico e cultural do prédio do Riachuelo Futebol Clube, como forma de assegurar proteção legal e preservação permanente.
Ao sustentar a proposta, o dirigente argumentou que a Constituição Federal prevê a proteção do patrimônio cultural brasileiro e afirmou que o valor de um bem dessa natureza não se limita a critérios econômicos, mas também envolve relevância histórica, afetiva e coletiva para a sociedade.
Ele informou ainda que já procurou a diretora-presidente da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico, Lauzie Michelle Mohamed Xavier Salazar, em busca de apoio para o reconhecimento do clube como patrimônio histórico do município, com o objetivo de evitar a demolição do prédio e preservar a trajetória centenária da instituição.
