Residência fica localizada no bairro Equipetrol, área nobre da cidade boliviana
Um líder de facção com atuação na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, Kleber Nóbrega Pereira, o Kekeu, foi preso na madrugada deste domingo (10), na Bolívia, vivia com a esposa em um imóvel de alto padrão avaliado em cerca de US$ 1,2 milhão (aproximadamente R$ 6 milhões).
A residência fica localizada no bairro Equipetrol, área nobre da cidade boliviana onde o casal foi encontrado. Segundo as autoridades, as forças de segurança da Bahia já articulam, em conjunto com a Justiça local, medidas para o sequestro do bem.
O suspeito e a esposa permanecem sob custódia da Interpol, responsável por coordenar os trâmites de extradição.
A prisão ocorreu durante a Operação Artemis, ação integrada da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, das polícias Federal e Civil, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado e da força antidrogas boliviana.
Na tarde deste domingo (10), as forças policiais da Bahia e da Bolívia, concluiramo processo de extradição do casal. Quando retornar o Brasil, o casal ficará custodiado na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em local que será mantido em sigilo. A data da extradição ainda nao foi divulgada.

Kekeu é investigado por envolvimento com tráfico de drogas e armas, homicídios, roubos, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. Conforme as apurações, ele exercia influência no bairro Engenho Velho da Federação, em Salvador, além de cidades do sul e sudoeste baiano.
As investigações apontam ainda que o criminoso utilizava mulheres e pessoas ligadas ao grupo como “laranjas” para ocultar valores obtidos com o tráfico. O Ministério Público da Bahia já havia denunciado o suspeito por movimentar dinheiro da facção e ocultar patrimônio.
Em 2022, a Justiça decretou a prisão preventiva de Kekeu e de outros envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro investigado pelo Gaeco. Na época, também houve bloqueio de bens ligados ao grupo criminoso.
Antes disso, o nome de Kekeu já aparecia em investigações da polícia baiana. Em 2009, ele foi apontado como líder de uma quadrilha especializada em sequestros, mesmo estando preso na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador.
Uma das vítimas do grupo foi um adolescente de 15 anos sequestrado em Feira de Santana. Os criminosos exigiram R$ 200 mil para libertar o jovem, encontrado quatro dias depois na capital baiana.
Por redação com bnews!

