Uma operação conjunta de órgãos federais e estaduais flagrou 17 pessoas transportando drogas no próprio corpo na noite de quarta-feira (21), em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. A ação ocorreu por volta das 19h, durante a fiscalização de ônibus de passageiros que seguiam para São Paulo, no Posto Esdras, região de fronteira com a Bolívia.
De acordo com a Receita Federal, quatro ônibus que realizavam transporte irregular de passageiros foram monitorados e encaminhados para fiscalização. Durante a inspeção, cães farejadores da Receita Federal e da Marinha do Brasil indicaram a presença de entorpecentes tanto em bagagens quanto em passageiros de dois dos veículos abordados.
Diante da suspeita de que parte dos passageiros estaria transportando drogas no organismo, os suspeitos foram encaminhados ao hospital do município para avaliação médica. Exames confirmaram que 17 pessoas de nacionalidade boliviana — sendo 14 homens e três mulheres — haviam ingerido cápsulas contendo substância análoga à pasta base de cocaína. Segundo a Receita Federal, foi contabilizada uma média de 100 cápsulas engolidas por pessoa.
Todos os envolvidos permaneceram internados sob custódia médica devido ao risco à saúde, até a completa eliminação do material. Até o momento, 14 suspeitos já conseguiram expelir as cápsulas, enquanto os demais seguem internados na Santa Casa de Corumbá.
A quantidade total de droga apreendida chega a aproximadamente 20 quilos, configurando um recorde nacional para esse tipo de modus operandi, segundo a Receita Federal.
Além dos 17 transportadores, outro cidadão boliviano foi detido durante a operação e encaminhado à Polícia Federal. Após a liberação médica, os demais suspeitos também serão apresentados à polícia judiciária para os procedimentos legais.
A ação contou com a participação da Receita Federal, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Marinha do Brasil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Polícia Rodoviária Estadual e Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. O caso segue sob investigação para identificar outros envolvidos e a origem do entorpecente.


Com informações da Receita Federal.
