Player
Tocando Agora
Carregando...
Flamengo cumpre sua obrigação contra Palestino, mas 2º tempo parecia que foi na altitude Encerrado 11 ABR

Flamengo cumpre sua obrigação contra Palestino, mas 2º tempo parecia que foi na altitude

Início 11/04/2024 06:03
Término 13/04/2024 08:03
Local brasil
Estreia em casa na Libertadores foi um misto de festa e preocupação com sustos dos chilenos Depois de começar a Libertadores tropeçando com um jogador a mais contra o Millonarios, o Flamengo tinha a obrigação de ganhar do Palestino na noite de quarta-feira no Maracanã, antes de sair para dois jogos seguidos fora de casa pelo torneio. E isso foi feito: 2 a 0. O saldo de gols era um extra, e isso faltou diante do adversário em tese mais acessível do grupo. A esperada goleada não aconteceu muito em função de um primeiro tempo pobre na finalização e de um segundo tempo onde parecia até que estava na altitude. Em suma, a estreia em casa na Libertadores foi um misto de festa e preocupação. Vamos começar pela parte boa. O primeiro tempo foi um Flamengo bem perto de sua melhor versão até aqui na Era Tite: intenso, marcando alto, perde-pressiona, domínio territorial com 71% de posse da bola, quase sem sofrer atrás (Léo Ortiz e Léo Pereira se complementaram bem) e criando bastante na frente. Mesmo em um dia apagado de Arrascaeta, foram 12 finalizações e seis grandes chances de gol. Com apenas seis minutos, Arrascaeta cobrou falta na cabeça de Léo Pereira, que subiu mais que o marcador e cabeceou por cima do travessão (veja na imagem abaixo). Três minutos depois, Varela quem cruzou para Cebolinha cabecear para defesa de Rigamonti. Aos 20 veio a pintura de Pedro: após chute desviado de Ayrton Lucas (a bola bate no braço de Linares e seria pênalti se não fosse gol), o camisa 9 domina dando um chapéu no goleiro e empurra para a rede. Cebolinha estava naqueles dias, e Benjamin Rojas, seu marcador, certamente teve pesadelo com ele essa noite. Aos 37, o atacante cortou para dentro e bateu colocado, tirando do goleiro, mas Dávilla salvou em cima da linha. Cinco minutos depois, Varela cruzou na cabeça de Pedro, que parou em Rigamonti. E aos 45, Luiz Araújo deixou Ortiz na cara do gol, e ele desperdiçou. Saiu barato para o Palestino, que só teve uma única oportunidade em contra-ataque com Véjar, aos 35. Um 2º tempo "rarefeito" Corta para o segundo tempo. Apesar do placar magro, o jogo parecia tão ganho que deu impressão do time voltar do intervalo já pensando no duelo com o Bolívar na próxima rodada. E aí pensou tanto que já até parecia uma simulação de jogar na altitude. O Flamengo não conseguia mais atacar enquanto atrás tomou um bocado de sustos de um Palestino que adiantou suas linhas e passou a dobrar em cima dos laterais rubro-negros com as entradas de Palacio na esquerda e Carrasco na direita. Léo Ortiz e Léo Pereira em Flamengo x Palestino — Foto: Fred Gomes / ge Léo Ortiz e Léo Pereira em Flamengo x Palestino — Foto: Fred Gomes / ge Os chilenos tiveram quatro grandes chances de empatar o jogo, quase sempre na bola aérea. Com um minuto, em cobrança de falta ensaiada, Cristian Suárez apareceu livre na área em posição legal e cabeceou para o meio, mas pegou mal na bola. Aos oito, Léo Pereira cortou mal um cruzamento, e Abrigo chutou para Rossi espalmar para fora. Na cobrança de escanteio, Linares mandou com perigo por cima do travessão. E seis minutos depois, Ceza, também pelo alto, parou no goleiro argentino. Scout - Flamengo x Palestino Quesito Flamengo Palestino Posse de bola 68% 32% Finalizações 20 10 Chances de gol 8 6 Passes (precisão) 538 (87%) 307 (81%) Desarmes 9 14 Faltas 11 13 Impedimentos 3 2 Fonte: ge Dos jogos recentes, esse foi o que o Flamengo mais cedeu chances ao adversário. O Palestino teve 10 finalizações ao todo e, depois que sofreu o segundo gol, ainda perdeu uma última oportunidade com Chamorro de cabeça aos 45 (veja na imagem abaixo). O Rubro-Negro só deu uma melhorada após as substituições, o problema é que Tite demorou a mexer. Em todo o segundo tempo, o Rubro-Negro chegou uma vez com Pedro, em jogada individual que passou por dois e chutou mal aos 33 minutos (poderia ter tocado para Bruno Henrique), e no gol do Ortiz aos 39, na bola parada. Nitidamente o cansaço teve uma parcela nessa queda de rendimento na etapa final. E aí a escolha do Tite de ter ido com força máxima no segundo jogo da final do Carioca contra o Nova Iguaçu, mesmo já tendo liquidado a fatura na primeira partida, teve o seu preço. Por sorte, não custou muito ao Flamengo, que com a vitória assumiu a liderança do Grupo E com quatro pontos (o Bolívar joga nesta quinta com o Millonarios e pode passar). O Flamengo só volta a jogar pela Libertadores agora no dia 24, quando visita o Bolívar na temida altitude de 3600 metros de La Paz, na Bolívia. Antes, o Rubro-Negro volta as atenções para o Campeonato Brasileiro e estreia neste domingo contra o Atlético-GO no Serra Dourada. Tite já verbalizou que vai ser preciso priorizar competições, e possivelmente o técnico comece a rodar o time já a partir da estreia na Série A. Por Thiago Lima — Rio de Janeiro